Quadros de Ilhabela
Hoje apresento o Cajueiro N.1. Eu tinha um ideal de mudar as cores da realidade, e nessa pintura pude observar essa intenção com mais profundidade. Eu acordava às 05h00, o que para mim era uma raridade, dado que até então eu era notívago. Primeiro lancei um desenho; depois, camadas finas de cor . O gramado eu primeiro pintei de azul, depois lancei o rosa. Essa sutil sucessão de camadas, com as adições de partes do tema - a natureza - foram me dando segurança no desenvolvimento da série, O triunfo do desenho . Outros trabalhos que a compuseram, eu saberia reproduzir. Essa tela não. Ela é totalmente única para mim. Tem 1 m x 1 m. Sonho em retomar essa intenção poética. O sítio da Beth de Pedra Bela, aonde comecei a ir em 2020, tem muitos aclives:, é difícil ainda, para mim, observar as particularidades da vegetação. E desde essa época de atelier em Ilhabela, que foi de 2004 a 2012, eu passei a usar óculos. É difícil observar as coisas assim, estou me adaptando. Na verdade e...